Reflexões acerca de WALL•E

Que WALL•E é maravilhoso, todo mundo (que assistiu) sabe. Mistura de fantasia tipicamente “Disneyana” e ficção científica, é o melhor filme da Pixar e um dos melhores filmes do ano com certeza.

O fato é que além de ser um filme extremamente agradável, daqueles que dão ataque de “awww” e “nhóóóó” durante a exibição, WALL•E é um filme que, apesar de ser infantil, traz consigo algumas reflexões acerca da sociedade atual e do seu “way of life”, além de algumas liçõezinhas para as crianças.

Sendo assim, ao invés de fazer uma crítica ou analisar o filme, falarei brevemente sobre estas reflexões neste post. Pois como o pessoal do Discreto Blog da Burguesia e do Vida Ordinária disse, não há muito o que dizer sobre esse filme que não já tenha sido dito. E reforçando o que eles disseram: se você ainda não assistiu, faça o favor de assistir agora.

ATENÇÃO: A PARTIR DAQUI IRÃO APARECER VEZ OU OUTRA SPOILERS (INCLUSIVE DO FINAL DO FILME). SÓ PROSSIGA SE JÁ TIVER ASSISTIDO O FILME, OU SE NÃO LIGAR DE SABER DETALHES DO MESMO.

As únicas criaturas que podem “salvar o mundo” somos nós

Em um futuro não tão distante, a Terra se transformou em uma lixeira gigantesca. Incapazes de lidar com aquela quantidade de lixo, os habitantes do planeta fogem para uma nave (ou da cidade? Não me parecia caber a população da Terra inteira em uma nave) e deixa uma porção de robôs limpando o planeta (na verdade, organizando o lixo) enquanto isso. WALL•E é um desses robôs. E ele cumpre sua função dedicadamente durante 700 anos.

Mas isso não impede que o planeta continue rodeado de lixo. E nem impede que os humanos continuem produzindo lixo (em certo momento somos apresentados ao “lixão” da nave espacial, e sim, os humanos continuam poluindo… o espaço. Aliás, já estavam fazendo isso desde o Sputinik: a atmosfera da terra em WALL•E é completamente rodeada de lixo espacial).

No final do filme (eu avisei!), os humanos voltam para o planeta e decidem cuidar do mesmo. Pelo que dá a entender nos créditos finais, com a ajuda das máquinas que criaram, redefinindo suas funções.

O que fica claro é que somente nós temos capacidade de modificar o cenário “destrutivo” atual, não adianta esperar que a natureza faça isso por conta própria ou que alguém faça isso pela gente. Todos somos resposáveis pelo planeta. As máquinas podem ser utilizadas para nos ajudar nesse processo, mas elas não possuem a capacidade de tomar decisões que nós temos. Isso nos leva a outra liçãozinha do filme (que é tão óbvia que eu nem coloquei aqui): não adianta fugir ou contornar um problema, nós devemos enfrentá-lo, por mais que esse seja o caminho mais difícil. E é ao decidir abdicar da vida fácil que tinham que os humanos do filme “salvam o planeta”.

Se levarmos para os dias de hoje, seria o mesmo que, ao invés de esperar os governantes tomarem decisões para preservar o planeta, a gente começasse a fazer nossa parte agora.

O papel da tecnologia e o comodismo crescente

No filme, somos apresentados a seres humanos que, de tão rodeados que estão por tecnologia, desaprenderam a andar. Foram criadas máquinas para fazer tudo pelos humanos. Tudo mesmo, em um ponto onde eu penso se alguém ainda trabalharia nesse futuro, já que as máquinas aparentemente se tornaram aptas a substituir os humanos em todas as atividades “chatas”. O papel desses “aparatos tecnólogicos” sempre foi facilitar nossa vida, mas no futuro imaginado pelo filme (que é BASTANTE plausível – na verdade, um dos futuros mais plausíveis que já vi em um filme), isso chega a um ponto onde as máquinas praticamente tomaram o nosso lugar em todas as atividades cotidianas, fazendo tudo pela gente. Qual seria o papel da tecnologia, portanto? Não que eu esteja sugerindo que voltemos todos a viver em cavernas sem i-Pods. Mas cabe a nós pensar até onde vamos com isso. Vamos viver em uma sociedade onde ninguém trabalha? Como isso vai funcionar?

Também fica clara a crítica ao comodismo da sociedade atual e ao uso da tecnologia para satisfazer esse comodismo. Antigamente não existiam carros com vidros elétricos (aliás, já houve o tempo em que não haviam carros, é verdade) ou controle-remotos. As pessoas tinham que levantar para mudar o canal da televisão. Hoje ninguém sequer pensa nessa hipótese. Aos poucos vão sendo desenvolvidas máquinas e mais máquinas com a intenção de tornar nossa existência menos “trabalhosa”. No futuro do filme, isso leva à formação de uma sociedade de obesos, já que ninguém tem mais a necessidade sequer de andar. Esse “engordamento” da população é inclusive algo que já ocorre hoje em dia em países com os US and A, e que começa a aparecer até em países em desenvolvimento como o nosso Brasil. Não acho nada difícil pensar em um mundo de obesos em um futuro não tão distante.

As grandes corporações vão dominar o mundo?

No filme, as pessoas aparentemente viviam em uma sociedade presidida pelo CEO de uma grande corporação, a mesma que construiu a nave e colocou os robôs para limpar a Terra. Uma espécie de associação entre o Estado e uma organização privada. Seria esse o próximo passo do capitalismo? Eu não duvido tanto assim não. Algo como “privatizar o país”. A gente brinca falando que grandes corporações como o Google e o Wal-Mart irão dominar o mundo. Em WALL•E nós vemos como isso seria, de certa forma.

As relações humanas estariam se tornando… mecanizadas?

A maior das questões do filme, pra mim. Em WALL•E, somos apresentados a um robozinho que depois de 700 anos fazendo a mesma tarefa sozinho, sofreu um “desvio” na sua programação e começou a apresentar traços de personalidade humana. Passa a colecionar objetos interessantes que encontra nas suas jornadas diárias, chegando ao ponto de “adotar” uma barata. O fato é que WALL•E nunca viu um humano, mas encontrou uma VHS de “Alô, Dolly” em uma de suas buscas e ficou completamente encantado com ela. Passou a assistí-la todos os dias, procurando imitar as dancinhas e o modo de agir das pessoas na tela.

WALL•E se torna portanto o robô diferente. Ainda que continue cumprindo a sua função, a sua “diretriz”, ele age por vontade própria, diferente dos outros robôs do filme (excluindo os que entram em contato com ele, como a EVE).

EVE. Qualquer semelhança com os produtos da Apple não é mera coincidência

Já os humanos do filme, cercados de tecnologia, vivem praticamente em um mundo virtual. Passam o tempo inteiro com uma tela grudada no rosto, o que os impede de “ver o mundo com os próprios olhos”, o que é uma crítica óbvia às pessoas que passam o dia inteiro com a cara grudada na tela do computador e conversando em chats ao invés de aproveitar o mundo e conversar com pessoas “ao vivo”. Vivem rodeados de “virtualidade”: até o céu do lugar onde vivem é virtual. Além disso, os humanos da nave agem de forma automática ao serem “avisados” pela Sigourney Weaver/computador da nave que a nova cor da moda é azul. Pararam de pensar na possibilidade de agir diferente. Em nada lembram os humanos de “Alô, Dolly”. Se tornaram… robôs.

Temos então, um filme onde um robô é a criatura mais humana que existe.

“Nhóóóóóó!”

Ao agir por conta própria (e se recusar a obedecer ordens), WALL•E usa de uma das características mais notáveis dos seres humanos: o espírito transgressor. Se por um lado este espírito cria vândalos, espertinhos que passam no sinal vermelho e políticos corruptos, é o que nos diferencia dos outros seres e traz boa parte da nossa individualidade. E boa parte da “beleza” do ser humano, que é a sua imprevisilibilidade. Se nós tormanos seres previsíveis, deixamos de ser humanos. Qual a graça de viver em um mundo onde tudo é automático, previsível?

Não a toa, os únicos humanos do filme que começam a pensar por “si mesmos” são os que cruzam com WALL•E. Como seres saídos do mito da caverna de Platão, ficam maravilhados com o mundo à sua volta, coisa que só viam através das telas grudadas em suas faces, e passam, sem notar, a desobedecer ordens dos robôs que tomavam conta da nave.

“I’m sorry Dave, I’m afraid I can’t do that.”

Aliás, o fato é que os robôs tomavam conta da nave mesmo. O próprio comandante da nave é forçado a duelar em certo ponto com o AUTO, piloto automático da nave que é praticamente o HAL-9000. Os humanos do filme viviam em uma sociedade dominada por máquinas. E em um futuro ainda pior do que os apresentados em filmes como Matrix ou Exterminador do Futuro, eles estavam satisfeitos com isso. Na verdade, nem se davam conta disso.

Outro detalhe interessante é que o “exército” de robôs que ajuda WALL•E e EVE é formado justamente pelos robôs defeituosos da nave, aqueles que se recusam a obedecer ordens.

O fato é que a sociedade do filme é muito mais organizada do que a nossa. Seria este o preço que teríamos que pagar por uma sociedade organizada, sem violência? A perda da nossa individualidade, da nossa capacidade de pensar por si próprio? Será que seria realmente melhor viver em um mundo assim? Ou estamos melhor na nossa sociedade caótica, mas onde agimos de forma natural e imprevisível? Fica a questão.

——————

De resto, só me restou uma perguntazinha, que é pessoal e eu nem vou relacionar nas reflexões do filme: em WALL•E somos apresentados a uma sociedade tipicamente americana, rica, poluidora, proveniente de cidades grandes e tal. E os países pobres, o que teria acontecido com eles em 2800? Morreram todos de fome e doenças? Viraram lixões dos países ricos? Enfim, dúvida besta que o filme não tem a menos obrigação de responder, mas que surgiu na minha cabeça esses dias. =P

O fato é que WALL•E é um raro “filme pra crianças” que além de permitir escrever este post enorme só sobre reflexões que ele trás, é construído de forma nada “infantil” (que o diga os primeiros 15 minutos sem diálogos). Aliás, tomemos aqui o significado da palavra “infantil” como “retardado de forma a divertir uma criança de 3 anos”. Porque eu não vejo onde o silêncio dos primeiros minutos de projeção iriam incomodar alguma criança (mesmo as hiperativas). Um dia ainda escrevo um texto com um “manifesto do silêncio no cinema”. Mas isso fica pra depois. Viva WALL•E. =]

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13 Respostas to “Reflexões acerca de WALL•E”

  1. Luis Calil Says:

    “As máquinas podem ser utilizadas para nos ajudar nesse processo, mas elas não possuem a capacidade de tomar decisões que nós temos.”

    Ainda não. Logo logo, qualquer decisão humana estúpida ou pouco produtiva será corrigida pelas nossas criações, então não faz muita diferença que tipo de decisões tomaremos agora. A única coisa que importa é seguir em frente, sem parar.

    “Vamos viver em uma sociedade onde ninguém trabalha? Como isso vai funcionar?”

    A maioria das pessoas preferiria não estar fazendo o que estão fazendo para se sustentar. Não ter esse empecilho nos daria tempo e energia pra fazer coisas muito mais prazerosas e realmente produtivas.

    “As pessoas tinham que levantar para mudar o canal da televisão. Hoje ninguém sequer pensa nessa hipótese.”

    Que horror.

    “Aos poucos vão sendo desenvolvidas máquinas e mais máquinas com a intenção de tornar nossa existência menos “trabalhosa”. No futuro do filme, isso leva à formação de uma sociedade de obesos, já que ninguém tem mais a necessidade sequer de andar.”

    Sorte que a tecnologia, além de tornar nossa existência menos trabalhosa, irá tornar nossos corpos biológicos imunes a problemas como obesidade, ou doenças em geral. Com o tempo, ter corpos biológicos será uma idéia antiquada.

    “Temos então, um filme onde um robô é a criatura mais humana que existe.”

    Essa piada WALL-E copiou de 2001, mas o Kubrick estava tentando revelar a possibilidade de consciência numa máquina, enquanto o Stanton decidiu usar a idéia para o objetivo mais banal de insinuar que nós estamos ficando “mecanizados”. Zzzzzzz.

    “A perda da nossa individualidade, da nossa capacidade de pensar por si próprio?”

    Pensar nessa possibilidade como algo do futuro te leva a um monte de barreiras lógicas. Por que o aumento da presença da tecnologia nas nossas vidas tiraria nossa capacidade de nos manter individuais? Isso é um problema político, não tecnológico.

  2. Luis Calil Says:

    “Além disso, os humanos da nave agem de forma automática ao serem “avisados” pela Sigourney Weaver/computador da nave que a nova cor da moda é azul. Pararam de pensar na possibilidade de agir diferente.”

    Isso não é por causa da tecnologia, isso é por que a Sigourney Weaver é um vilão.

  3. Fabiano Ristow Says:

    Luis, eu espero que você fundamente todos esses pontos num texto sobre Singularidade Tecnológica, senão ninguém não vai entender nada.

  4. Luis Calil Says:

    Em breve.

  5. Mari Says:

    Ah, Ristow, o “ninguém vai entender” machucou, esse tema nem é tão obscuro! Mas sinceramente, não estou com vontade nenhuma de discutir isso no contexto desse filme….

    Sobre o post, muitas observações boas! Mas quanto mais eu penso, mais coisa tenho vontade de falar sobre Wall-E. Se eu me organizar, posto depois ^^

  6. Fabiano Ristow Says:

    Ah querida, não é você não entender o conceito, é as pessoas não entenderem DE ONDE ele tá tirando esses argumentos.😛

  7. Rafa Says:

    Pois é, o caso é que eu nem queria “atacar” a tecnologia ou qualquer coisa do tipo com este post. I mean, eu gosto de tecnologia. Bastante até. E concordo que os próximos passos da nossa evolução como espécie estarão ligados à evolução dela.

    Minha intenção era simplesmente levantar essas questões que ficam ímplicitas (ok, a maior parte explícita, bem explícita) neste filminho aparentemente inocente. O fato é que eu não tenho resposta pra elas, como o Folco/Luís aparentemente tem. =P Ainda que pra isso ele tenha que fazer projeções pra chegar nelas (e projeções, veja bem, nem sempre se concretizam. Em 2001 não tínhamos computadores inteligentes e nem chegamos em Júpiter. A lei de Moore, que fazia tanto sentido até agora, por exemplo, já está começando a encontrar limites físicos).

    Mas só esclarecendo algumas coisas:

    – Luís (acho que você prefere Luís, né? Nem no fórum você se chama mais “Folco” ) sei que essa questão da “mecanização” pode parecer “banal” pra você, e digna de um cochilo, mas o fato é que tem muita gente que leva isso a sério. Muitos filósofos respeitados, inclusive. Aliás, é algo que está em discussão desde antes do computador pessoal se popularizar. E sim, eu enxergo isso começando já na sociedade atual. Não acho nada estranho imaginar que daqui a 800 anos as coisas fiquem daquele jeito. Mas como disse, é só uma projeção, levando em conta o que acontece hoje em dia. Não acho que nossa relação com a tecnologia esteja “condicionada” a isso, que isso seja “inevitável” não.

    – O lance do controle remoto é imbecil e sem muita relevância mesmo, mas a idéia foi justamente falar de algo besta e completamente cotidiano (e que não nos damos conta mais), imaginando como que começando de coisas bestas e irrelevantes como essa a sociedade pode sim, chegar ao nível de se recusar a caminhar um dia. Mas sim. É algo sem importância atualmente, não havia a necessidade daquela ironia na sua resposta.

    – Eu espero que você esteja certo quanto às máquinas tornando nossos corpos “imunes a problemas como obesidade, ou doenças em geral.” Porque até agora, boa parte delas tem contribuído com esse “engordamento” da humanidade sim. O fato é que meus pais andavam 3 km para ir no colégio, e eu não quero andar 1,5 km pra ir no mercado aqui do lado, porque tenho um carro pra fazer isso pra mim. Então eu achei uma boa sacada do filme imaginar como isso pode estar daqui a 800 anos. Aliás, eu nem consigo imaginar como uma máquina vai nos impedir de ganhar peso (tirando a nossa necessidade de comer?). Correção de problemas físicos eu já imagino como uma possibilidade bem clara e próxima sim.

    – Ter máquinas fazendo todo tipo de serviço chato pra gente seria ótimo (sem ironia), o meu problema é só não conseguir mesmo imaginar como uma sociedade assim funcionaria. Como as pessoas ganhariam dinheiro? Ou não haveria mais dinheiro? Como elas conseguiriam as coisas que querem, então? Enfim, algo que minha mente subdesenvolvida do começo do século XXI (e que só consegue raciocinar na óptica capitalista) não consegue imaginar.

    – “Isso não é por causa da tecnologia, isso é por que a Sigourney Weaver é um vilão.”
    Kakakakakakaka. Mas de fato isso não tem nada a ver com a tecnologia. Essa aí já foi uma crítica bem óbvia do filme aos modismos e à indústria da moda, além de ser mais uma crítica à sociedade que não pensa por conta própria, etc e tal.

    No mais, achei engraçado e um tanto quanto inesperado você discordar tanto da visão de futuro do filme e dizer no seu texto no Discreto Blog que é “o filme mais perspicaz e emocionante que eu vi até agora esse ano.” Se é tão perspicaz, por que você discorda tanto da visão dele?

  8. WALL-E « Quelque Chose Says:

    […] Para reflexões mais elaboradas sobre o filme, leiam o post do Rafa! […]

  9. Luis Calil Says:

    Opa, Rafa. Tinha esquecido disso daqui.

    Sobre a sua pergunta final: Eu vejo a perspicácia no design dos cenários, no humor visual, no relacionamento dos robôs. A sátira é bem direta e também tem seus momentos (eu ri do capitão se levantando ao som de Strauss), embora eu discorde de certos aspectos.

    Os seus comentários sobre tecnologia vão ficar pra quando eu tentar escrever algo sobre isso. E não, eu não acho que a lei de Moore está chegando no limite.

  10. Rafa Says:

    Grato pela resposta, Luís. =]

    Ficarei feliz em continuar a discussão quando você escrever a respeito.

  11. Ensaio sobre a cegueira - uma breve análise « Quelque Chose Says:

    […] fazer algo no mesmo esquema que fiz com Wall-E: portanto, não se trata de uma crítica do filme, e sim de uma análise dos seus pontos mais […]

  12. Anderson Siqueira Says:

    Olá Rafael! Bacana demais suas “reflexões”. Mas como te disse, os textos são enormes…
    Ainda assim gostei.
    Um grande abraço.

  13. Loreena Brito Says:

    Um pouquinhoo sobre a comparação do que estamos presenciando hoje em dia seria muito leegal saberiamos o que estamos presenciando e abriria os olhos de algumas pessoas…]

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