Breve análise – GP do Canadá

Semana passada eu estava puto porque esperava uma corrida fácil pro Massa e o Hamilton acabou levando.

Nessa semana é o inverso: estou COMPLETAMENTE feliz porque o Hamilton tinha uma corrida nas mãos e se ferrou sozinho.

Tinha tudo pra ser uma corrida chata e monótona. E começou assim, com o Hamilton liderando e abrindo uma vantagem cada vez maior pros advesários que vinham atrás. A única esperança de algo diferente era a pista, que estava com problemas em determinados trechos complicados e podia ocasionar derrapagens, batidas e ultrapassagens. Mas nada acontecia.

Mas tudo mudou graças ao Adrian Sutil. Sutil, você não sabe como eu sou grato a você e seu carro tosco.

Depois de quebrar e deixar o carro e deixá-lo em posição perigosa, Sutil forçou a entrada do Safety Car. Lá pela terceira ou quarta volta com Safety Car na pista, os pilotos que estavam na ponta foram para os boxes.

Aí veio a confusão: quando o Safety Car está passando, a saída dos boxes fica fechada. Os carros têm que esperar o pelotão passar pra sair. Atento a isso, Raikkonen parou na saída dos boxes, vendo o sinal vermelho. Hamilton ignorou. Resultado?

Uma batida, como salientou o “sábio” Galvão Bueno, digna daquelas de carrinhos de bate-bate dos parques de diversão. Hamilton e Raikkonen fora da corrida. Rafael feliz.

A partir daí a corrida já parecia estranha, e foi ficando cada vez mais. Rubinho chegou a liderar, coisa que não fazia desde os tempos de Ferrari. E se tem um destaque nessa parte da corrida, seu nome é Felipe Massa.

Ok, ele só chegou em quinto – se ferrou mais uma vez por problemas nos boxes, tendo que fazer 2 pit stops em duas voltas seguidas. Mas fez várias ultrapassagens complicadas, entre elas, uma daquelas que seria o equivalente a um “golaço” na Fórmula 1: em um movimento digno de joguinho de videogame, ele enfiou as rodas na grama, e se aproveitando da ultrapassagem do Kovailanen em cima do Barrichello, conseguiu passar os DOIS ao mesmo tempo, na mesma curva.

Não considero o Massa um piloto genial, e está bem longe (pelo menos por enquanto) de ser um dos melhores de todos os tempos. Mas quando ele está inspirado, e com o carro ajustadinho, ele faz coisas sensacionais, isso é algo a ser denotado.

De resto, mais alguns abandonos e rodadas, e a primeira vitória de Robert “Kubitza”, piloto com o qual eu simpatizo e fiquei feliz em ver subir no ponto mais alto do pódio pela primeira vez.

No mais, com esse resultado, temos 4 pilotos brigando pelo campeonato, com pouquíssimos pontos entre eles (7 pontos, pra ser mais exato). Bem diferente dos monótonos tempos de Michael Schumacher.

Vamos ver como vão ficar as coisas depois do GP da França. =]

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3 Respostas to “Breve análise – GP do Canadá”

  1. Mari Says:

    Eu gosto do Schumacher, tá.

    O GP foi legal, pena que eu estudei ao mesmo tempo que via.

  2. Lukaz Says:

    Você precisa ter mais fé no Canadá, rapaz. É a minha segunda pista favorita (só perde pra Spa) e sempre traz alguma emoção pra dentro da pista.

  3. Rafa Says:

    Mas eu gosto da pista sim! É uma das minhas preferidas também. Só que pra essa corrida em especial, eu esperava um passeio do Hamilton e nada além de algumas ultrapassagens nos pelotões inferiores…mas deu no que deu.

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