Para quem ainda não assistiu ao novo Batman - O Cavaleiro das Trevas, aviso já que não vou fazer um review nem rechear o post de spoilers. Vou simplesmente abordar um tema recorrente no roteiro do filme e traçar alguns paralelos (e não vou me alongar muito).
Sei que todo mundo já falou do filme, mas eu queria tempo para pensar antes de escrever. Vou precisar comentar passagens do filme, então deixo o aviso de spoiler desde já. Siga em frente por sua conta e risco, caso não tenha visto o filme ainda.
Que WALL•E é foda, todo mundo (que assistiu) sabe. Mistura de fantasia tipicamente “Disneyana” e ficção científica, é o melhor filme da Pixar e um dos melhores filmes do ano com certeza.
O fato é que além de ser um filme extremamente agradável, daqueles que dão ataque de “awww” e “nhóóóó” durante a exibição, WALL•E é um filme que, apesar de ser infantil, traz consigo algumas reflexões acerca da sociedade atual e do seu “way of life”, além de algumas liçõezinhas para as crianças.
Sendo assim, ao invés de fazer uma crítica ou analisar o filme, falarei brevemente sobre estas reflexões neste post. Pois como o pessoal do Discreto Blog da Burguesia e do Vida Ordinária disse, não há muito o que dizer sobre esse filme que não já tenha sido dito. E reforçando o que eles disseram: se você ainda não assistiu, faça o favor de assistir agora.
ATENÇÃO: A PARTIR DAQUI IRÃO APARECER VEZ OU OUTRA SPOILERS (INCLUSIVE DO FINAL DO FILME). SÓ PROSSIGA SE JÁ TIVER ASSISTIDO O FILME, OU SE NÃO LIGAR DE SABER DETALHES DO MESMO.
O jovem californiano Omar Khan, de 18 anos, corre o risco de ser condenado a 38 anos de prisão por ter invadido, com um computador, o registro de suas notas na escola. O hacker, que tinha tirado o conceito ‘F’ - reprovado - em diversas disciplinas no colegial, trocou todas suas notas pelo conceito ‘A’, o máximo.
(…)
A fraude foi descoberta quando Khan tentou contestar a decisão da Universidade da Califórnia, que rejeitou seu pedido de inscrição. O aluno pediu cópias de seus registros escolares, e os professores suspeitaram ao ver o boletim repleto de notas ‘A’.
O cara nem pra ser mais discreto. Muda de F direto pra A. Podendo colocar uns C’s ou uns B’s pra disfarçar e chamar menos a atenção, mas não, vai com muita sede ao pote. Acaba dando nisso, alguém ia desconfiar, né?
Ferris nunca seria preso. Ele sabia fazer as coisas direito. Ia lá, tirava as faltas e pronto. Nem com o diretor Rooney vendo as faltas sumindo ele era pego. Parecia um bug do sistema ou qualquer coisa do tipo.
Até porque hackers não eram algo tão comum naquele tempo. Ferris foi um pioneiro. E as imitações dos dias de hoje deixam a desejar.
Bom, o carinha aí da reportagem podia começar a procurar emprego em lojas de informática.
Acabei de voltar do cinema do BH Shopping. Quando eu tinha 8 aninhos, eu vi nesse mesmo shopping Indiana Jones e a Última Cruzada. 19 anos depois, fui ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Não pretendo destrinchar opiniões sobre o filme hoje, nem sei se o farei no futuro também. De forma bem resumida, não é essas coisas todas, mas eu gostei.
E ver um Indiana novo depois de tanto tempo me fez arrepiar. E como boa nerd, eu gosto de referências nerds. E elas estão lá. Do “I have a bad feeling about this” ao Howdy Doody, que acorda o Doutor Brown em De Volta Para o Futuro (sei lá se isso era intencional, mas é legal mesmo assim). Bem legal.
De todas as teorias que tenho estudado na minha pós, parte das que eu acho mais interessantes se referem às teorias de autor.
Repetindo a pergunta em francês (título do post) feita por Michel Focault (aquele mesmo que os playboys estudam em Tropa de Elite): “o que é um autor”? A priori, todos teremos a tendência de responder aquelas coisas de sempre: é o “pai” da obra, aquele que gera a obra, etc e tal.
Pois bem, desde meados do século XX que a coisa não é vista exatamente dessa forma (ainda que nos colégios a noção de autor como “dono da obra” ainda seja ensinada). Segundo franceses maneiros - Barthes, Focault, etc - o autor morreu. Assim que sua obra fica pronta, ele deixa de existir. Entenda-se como obra não somente os textos literários, mas também as músicas, filmes, etc.
Explico: a partir do momento que se concebe uma obra, e que esta passa a ser interpretada pelo leitor, o autor deixa de existir como “autoridade” dona do sentido da obra. Sua existência se resume ao ”modo de ser do discurso” (o “estilão” de cada um: aquela coisa dos “textos kafkanianos”, “textos shakesperianos”), e não como “dono da obra“. O autor, para esses filósofos, não seria nada mais do que o estilo de cada um. De forma que é possível identificar a autoria de várias obras de arte simplesmente reconhecendo o estilo do autor que as elaborou.
Como a coisa está meio devagar esse fim de semana, vou colocar um video do YouTube aqui. Não é algo que eu pretendo fazer sempre, afinal eu peguei uma birra horrível de frases do tipo: “vc já viu _____________ no YouTube?” Se eu fosse assistir tudo que já me mandaram, ficaria 18 horas por dia fazendo isso.
Mas esse aqui é legal, eu Juro! É um curta de animação da Sony Pictures ImageWorks. Se passa em algum planeta por aí, com 3 raças de E.T.’s e algumas referências nerds bem bacanas:
Hoje faz 40 anos que “2001, Uma Odisséia no Espaço” estreiou nos cinemas brasileiros. Desde aquela época as coisas demoravam mais para chegar aqui. A premiere do filme nos EUA foi em 2 de abril de 1968.
Esse é um daqueles filmes que ou a pessoa ama ou odeia. A primeira vez que eu vi, eu detestei. Já tinha lido o livro do Artur Clarke (que é co-roteirista do filme) várias vezes. Fiquei decepcionadíssima com o filme. A estória do livro é contada em detalhes, bem explicada. O filme deixa um grande ponto de interrogação na cabeça de quem vê. Ok, eu tinha uns 12 anos e era fascinada por ficção científica.
Ela: Física e cabeleleira de cachorro nas horas vagas. Tagarela desde criança, pode ser encontrada por aí pensando em coisas como "de onde viemos" e "pra onde vamos".
Ele: publicitário metido a artista (pleonasmo?), começou a postar em fóruns de internet e descobriu que sofre de uma compulsão incontrolável por expor suas opiniões a respeito de tudo para o resto do mundo.
Descubra o que acontece quando esses dois resolvem se juntar para falar sobre "alguma coisa".