Sobre melancias e anoréxicas.

By Mariana

Com a morte de algumas modelos, a questão da anorexia e bulimia veio á tona há certo tempo atrás. Como sempre, precisou que alguém morresse para que um problema que era empurrado com a barriga ganhasse visibilidade e fosse debatido pela sociedade. Segundo um médico da USP, nada mudou no meio da moda, outra coisa que não é novidade no país do “tudo termina em pizza”.

Nesse cenário, o fato de aparecerem celebridades (mesmo que instantâneas) que não seguem esse padrão devia ser algo bom, não é?

Pelo visto, a resposta é não. Temos como exemplo máximo desse outro tipo de corpo tido como belo a Mulher Melancia. Ela foi chamada de gorda a torto e a direito na imprensa, figurou em uma Playboy que vendeu bem, fez dieta, malhação, lipoaspiração e sabe-se lá mais o que e agora posou para a revista de novo. Mesmo depois de perder peso, ela continua sendo acima das medidas mais “padrão”.

Então porque o sucesso dela não é bom para contrabalançar o padrão magro demais? Porque apela demais para o vulgar. Não só ela, como todas essas mulheres dançarinas dessas músicas semi-eróticas, começando com Carla Perez e terminando nas musas do Funk. Eu podeira dissertar linhas a fio aqui sobre a esse tipo de fenômeno que permeia nossa cultura, mas hoje foi evitar para não me desviar do assunto.

Num país que oscila entre o magro demais, o silicone exagerado nos seios (que era um padrão de beleza norte-americano, que importamos), a bunda grande e as mulheres objeto em geral, eu não sei onde vai ir parar a cultura e os valores da nossa sociedade. Parece que sofremos de uma deficiência óbvia na hora de escolher o que é sucesso, o que é modelo a ser seguido. E isso não é exclusividade nossa, apenas tem suas particularidades no nosso Brasil.

E viva o país do carnaval e das bundas.

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3 Respostas para “Sobre melancias e anoréxicas.”

  1. Alexandre Esposito Disse:

    Quando puderem, qualquer um dos dois, entrem no MSN. Preciso falar cocês.

  2. Rodrigo Pinder Disse:

    Até a Kate Winslet já foi chamada de gorda. A gente vive em uma sociedade de extremos. Budismo é a resposta.

  3. Rafa Disse:

    Acabei não comentando aqui, mas eu ia dizer algo parecido com o que o V/Rodrigo disse aí em cima…esse mundo virou um mundo extremos. Ou se é esquelética e fashion, ou se é gorda e “sexy”.

    Talvez a solução seja realmente o “caminho do meio”. A questão é: o que as pessoas que o seguirem serão? Não serão nem fashions nem sexys. That’s the problem.

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