Cadê o álcool?

Não, esse não é um post sobre bêbados, bebidas ou coisas do tipo.

*soam as vaias*

O caso é que o boom da venda de veículos já tem outro reflexo nas cidades grandes (além de triplicar a quantidade de engarrafamentos do ano passado pra cá): como a maioria desses carros é flex, o alcool está sumindo das bombas de postos em várias cidades.

Eu senti isso na pele ontem, passei em 3 postos e só tinha gasolina. Fui forçado a colocar gasolina no carro, o que significa gastar mais, perder 2 cv de potência no motor (que me fazem uma FALTA DANADA nessa cidade “montanhosa” que é BH) e além de tudo, poluir mais. Questionei o meu “consultor para assuntos econômico-financeiros”, Tiago Franceschini, e ele me passou esse link com algumas informações a respeito. Segundo ele, “uns culpam a logística, outros a entressafra e os estoques baixos”. Enfim.

Aí surge o velho medo da subida de preços, afinal, lei básica de oferta e demanda. A demanda aumentou mas a oferta não. Ou que vire um problema de desabastecimento MESMO, com filas enormes nos poucos postos onde ainda têm álcool e tal. Bem, o que eu espero é que consigam resolver o problema sem maiores perdas para a população. Mas fica esse sendo mais um dos efeitos colaterais da melhoria de poder aquisitivo de parte da população e do boom absurdo na venda de veículos. Nosso país talvez esteja crescendo mais rápido do que ele próprio aguenta.

8 Respostas para “Cadê o álcool?”

  1. Tisf Disse:

    É! Ainda tem bastante gargalos por aqui. E olha que chique meu nome aí! Mas relaxa que a colheita começou a ser moída em abril :p

  2. Alexandre Esposito Disse:

    Atualmente, no meu curso, tô fazendo uma campanha justamente pra incentivar que as pessoas comprem gasolina (o diretor de criação que passou o birefing tem a conta da Petrobras). Tipo, eu não entendo disso, mas pelo menos com gasolina você tem mais autonomia e coservação das peças. Pense nisso.

  3. Mari Disse:

    Pense no meio ambiente e no que é menos ruim para ele. E nos 2 cv a mais….

    =]

  4. Rafa Disse:

    Knol, eu entendo, mas o caso é que é optar entre: rodar uns kms a mais sem abastecer e ter um carro que pega rápido de manhã no frio (únicas vantagens da gasolina); ganhar mais potência, gastar menos dinheiro e ainda por cima poluir menos (vantagens do álcool)….eu fico com o álcool.

    Hic!

  5. Alexandre Esposito Disse:

    O álcool polui menos na emissão, mas polui demais na produção. Não esqueçam disso também.

    Podem usar o argumento financeiro (que é relativo, já que você precisa abastecer mais vezes) e o do desempenho, mas se querem realmente proteger o meio ambiente, esqueçam a discussão álcool x gasolina e comecem a defender os carros híbridos.

  6. Mari Disse:

    Eu defendo o metrô!

  7. Rafa Disse:

    Ah, e o lance do “gasto total” de cada combustível depende do preço de ambos e do consumo do carro. Normalmente eles mandam o consumidor observar se o preço do álcool equivale a no máximo 70% do preço da gasolina, que é a diferença normal de consumo de ambos (carro com álcool fazendo uma média de 7 km/l e com gasolina fazendo 10 km/l)

    Meu carro, especificamente, anda MUITO pouco com gasolina. Cerca de 8 km/l. Culpa das falta de potência misturada com as ladeiras de BH, onde eu tenho que ficar afogando o carro (enfiando o pé no acelerador até o fim) o tempo todo. Com álcool eu já faço 6, 7 km/l. E como o preço é bem inferior a essa diferença…

  8. Alexandre Esposito Disse:

    Mari, eu tb defendo o metrô, o problema é que até terem estações suficientes e carros suficientes, eu já vou ter 80 anos de idade.

Deixe um comentário