Cadê o álcool?
Não, esse não é um post sobre bêbados, bebidas ou coisas do tipo.
*soam as vaias*
O caso é que o boom da venda de veículos já tem outro reflexo nas cidades grandes (além de triplicar a quantidade de engarrafamentos do ano passado pra cá): como a maioria desses carros é flex, o alcool está sumindo das bombas de postos em várias cidades.
Eu senti isso na pele ontem, passei em 3 postos e só tinha gasolina. Fui forçado a colocar gasolina no carro, o que significa gastar mais, perder 2 cv de potência no motor (que me fazem uma FALTA DANADA nessa cidade “montanhosa” que é BH) e além de tudo, poluir mais. Questionei o meu “consultor para assuntos econômico-financeiros”, Tiago Franceschini, e ele me passou esse link com algumas informações a respeito. Segundo ele, “uns culpam a logística, outros a entressafra e os estoques baixos”. Enfim.
Aí surge o velho medo da subida de preços, afinal, lei básica de oferta e demanda. A demanda aumentou mas a oferta não. Ou que vire um problema de desabastecimento MESMO, com filas enormes nos poucos postos onde ainda têm álcool e tal. Bem, o que eu espero é que consigam resolver o problema sem maiores perdas para a população. Mas fica esse sendo mais um dos efeitos colaterais da melhoria de poder aquisitivo de parte da população e do boom absurdo na venda de veículos. Nosso país talvez esteja crescendo mais rápido do que ele próprio aguenta.
16 Maio, 2008 em 7:49 am
É! Ainda tem bastante gargalos por aqui. E olha que chique meu nome aí! Mas relaxa que a colheita começou a ser moída em abril :p
16 Maio, 2008 em 8:10 am
Atualmente, no meu curso, tô fazendo uma campanha justamente pra incentivar que as pessoas comprem gasolina (o diretor de criação que passou o birefing tem a conta da Petrobras). Tipo, eu não entendo disso, mas pelo menos com gasolina você tem mais autonomia e coservação das peças. Pense nisso.
16 Maio, 2008 em 10:31 am
Pense no meio ambiente e no que é menos ruim para ele. E nos 2 cv a mais….
=]
16 Maio, 2008 em 9:33 pm
Knol, eu entendo, mas o caso é que é optar entre: rodar uns kms a mais sem abastecer e ter um carro que pega rápido de manhã no frio (únicas vantagens da gasolina); ganhar mais potência, gastar menos dinheiro e ainda por cima poluir menos (vantagens do álcool)….eu fico com o álcool.
Hic!
16 Maio, 2008 em 11:49 pm
O álcool polui menos na emissão, mas polui demais na produção. Não esqueçam disso também.
Podem usar o argumento financeiro (que é relativo, já que você precisa abastecer mais vezes) e o do desempenho, mas se querem realmente proteger o meio ambiente, esqueçam a discussão álcool x gasolina e comecem a defender os carros híbridos.
17 Maio, 2008 em 7:45 am
Eu defendo o metrô!
17 Maio, 2008 em 11:25 am
Ah, e o lance do “gasto total” de cada combustível depende do preço de ambos e do consumo do carro. Normalmente eles mandam o consumidor observar se o preço do álcool equivale a no máximo 70% do preço da gasolina, que é a diferença normal de consumo de ambos (carro com álcool fazendo uma média de 7 km/l e com gasolina fazendo 10 km/l)
Meu carro, especificamente, anda MUITO pouco com gasolina. Cerca de 8 km/l. Culpa das falta de potência misturada com as ladeiras de BH, onde eu tenho que ficar afogando o carro (enfiando o pé no acelerador até o fim) o tempo todo. Com álcool eu já faço 6, 7 km/l. E como o preço é bem inferior a essa diferença…
18 Maio, 2008 em 11:47 am
Mari, eu tb defendo o metrô, o problema é que até terem estações suficientes e carros suficientes, eu já vou ter 80 anos de idade.