Quer colecionar miniaturas de guitarras famosas?

By Mariana

Nesse caso vai ser difícil. Primeiro porque é preciso um laser de alta voltagem para fazer a guitarra. Segundo porque nem visível a olho nu ela é. Estou falando da Nano Fender Stratocaster feita em 2003 por pesquisadores da Universidade de Cornell.

Esculpida em silício com laser, a Fender tem 10 micrômetros de comprimento (mais ou menos o tamanho de uma hemácia do nosso sangue) e cada corda tem aproximadamente 100 átomos de espessura.

É possível tocar essa nanoguitarra usando uma sonda especial (do tipo que eu trabalho todo dia, mas que é bem diferente da técnica usada para construir a guitarra). Mas como as cordas são muito pequenas, as notas são agudas demais para serem ouvidas.

Alguns anos mais tarde, fizeram uma Nano-Flying V que pode ser tocada usando um feixe de laser para vibrar as cordas. Nesse caso, o que se ouve é um som gerado por computador a partir das reflexões do laser pelas cordas oscilantes. Ele é convertido em som audível já que as notas produzidas são 17 oitavas acima das notas de uma guitarra de verdade. Apesar de não parecer nessas imagens, esse novo modelo é 5 vezes maior que o primeiro.

Se alguém quiser ouvir o barulho que ela faz, basta ir nesse site.

Vale dizer que no futuro, dispositivos nessa escala de tamanho, feitos por técnicas parecidas com essa podem vir a ser coisas comuns no nosso dia a dia. Ou seja, as guitarrinhas não são só brincadeira dos pesquisadores. :P

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6 Respostas para “Quer colecionar miniaturas de guitarras famosas?”

  1. Rafa Disse:

    Foda as guitarrinhas.

    Agora as bactérias e virús também podem ser “Guitar Heros”.

  2. Mari Disse:

    Não tinha pensando por esse lado… falta só fazerem um nano playstation, hahahaha

  3. Paulinha Disse:

    Vixe.. quando eu li esculpido, achei que fosse só um desenho 2Dzão safado mesmo… e o treco toca??????? Como assim!!!!!! Sério, não entra na minha cabeça como se constrói algo minimamente complexo como um guitarra nessa escala de tamanho! Socorro… Não que eu me assuste tanto com escala de tamanho, pois afinal já fico derretida com a maravilha da célula e seu maquinário fabuloso, mas daí o homem brincar disso de uma forma tão ‘informal’ para mim é absurdo… :O

    E vírus e bactérias ainda são menores que essa guitarrinha, Rafa.. mas ela tah no tamanho das nossas células… então podemos já tocar uma música molecular.. XD

    Agora falando sério: acho importantíssimo isso, mas eles não deveriam estar fazendo outros testes sei lá do que, em vez de construindo guitarras? Pq na prática alguém realmente vai usar uma guitarra assim? Ou eles querem testar como é a propagação do som nessa escala ou whatever? >P

    *é só me dar espaço que eu falo demais :X

    Bjos pros dois ^^

    Paulinha

  4. Mari Disse:

    Pode falar a vontade, Paulinha!

    e sim, eles fazem outras coisas mais importantes. A técnica de litografia com laser é amplamente usada para um monte de coisas, inclusive na biologia. Existe uma aplicação especifica para coisas semelhantes as cordas vibrantes tocadas com laser, eles explicaram no link que eu coloquei aí:

    “Most of the devices the group studies don’t resemble guitars, but the study of resonances often leads to musical analogies, and the natural designs of the small resonant systems often leads to shapes that look like harps, xylophones or drums. The guitar shape was, Craighead says, “an artistic expression by the engineering students.” Sekaric notes that “a nanoguitar, as something close to almost everybody’s understanding and experience, can also be used as a good educational tool about the field of nanotechnology, which indeed needs much public education and outreach.”

    The ability to make tiny things vibrate at very high frequencies offers many potential applications in electronics. From guitar strings on down, the frequency at which an object vibrates depends on its mass and dimensions. Nanoscale objects can be made to vibrate at radio frequencies (up to hundreds of megaHertz) and so can substitute for other components in electronic circuits. Cell phones and other wireless devices, for example, usually use the oscillations of a quartz crystal to generate the carrier wave on which they transmit or to tune in an incoming signal. A tiny vibrating nanorod might do the same job in vastly less space, while drawing only milliwatts of power. “

  5. Paulinha Disse:

    Ahhhhh… agora tudo faz mais sentido.. obrigada por ajudar uma pessoa preguiçosa que não foi na fonte.. :P Eu sabia que vc selecionaria o filé mignon pra mim XD
    ;*

  6. Fender Stratocaster: A menor guitarra do mundo | Mundo Gump Disse:

    [...] Fonte [...]

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